Começa a viagem

Mudamo-nos para 20 metros de altura sobre Madrid, para iniciar a instalação do Solar Academy Lab, na cobertura da Universidade Politécnica de Madrid. Ali encontraremos três zonas distintas de coberturas planas. A primeira cobertura é a que escolhemos para levar a cabo a instalação do Solar Academy Lab, enquanto que a segunda cobertura estará reservada para ampliar o projeto no futuro. A terceira cobertura está, atualmente, destinada a estudos fotovoltaicos académicos, atividade exercida desde 2005. O nosso parceiro Jesús Escudero, Responsável de Operações na Ezzing Solar, conta-nos como o próprio colaborou na criação desta instalação. Agora, quase 15 anos depois, e juntamente com a equipa da Ezzing Solar, estamos a trabalhar lado a lado no planeamento da instalação para poder continuar a expandir e a melhorar este projeto educativo.

Primeira fase: Início das medições

Gerhard Meyer e Jesús Escudero, são os responsáveis pelas verificações necessárias para preparar os planos. Desse modo, utilizamos um medidor de distâncias ou um medidor laser. Este dispositivo é muito útil para assegurar a correta medição dos espaços mais difíceis de forma rápida e fácil.

O primeiro problema que encontramos, e que geralmente é o mais habitual, prende-se com os grandes desníveis que devem ser salvaguardados para se poder colocar os módulos na posição em que melhor rendimento produzem.  Existem várias maneiras de lutar contra os desníveis, mas no nosso caso a solução mais adequada tem sido o uso de varas de nivelamento (M-10).

persona realizando mediciones

As medições que realizamos são para calcular a área, mas também a distância entre os diferentes geradores e a sala onde estarão localizados os inversores. Também não podemos esquecer de comprovar a altura dos muros e paredes, juntamente com as adjacentes. No nosso caso, medimos os muros do perímetro, já que reduzem a carga de vento e nos ajudam a calcular os contrapesos mais adequados.

O nosso objetivo principal é analisar como trabalham os equipamentos em condições reais. Na maioria dos casos, veremos como os painéis se orientam para o sul para receberem maior radiação. No nosso caso concreto, decidimos orientar os nossos módulos a sudoeste, de forma paralela à cobertura. Esta decisão tomou-se para que possa maximizar o espaço com que contamos, e para que assim não se tenha de recorrer a custos excedentários estruturais.

Plano de cubierta fotovoltaica

Após recolhidos todos os dados da cobertura, é o momento de realizar o estudo de cargas para selecionar a estrutura que melhor se adapte ao projeto. Neste caso, escolhemos a estrutura Compact Direct da Schletter dado a que nos permite uma maior flexibilidade no nivelamento dos painéis, evitando assim a perfuração da cobertura pela utilização de contrapesos.

Marko Knorr da Schletter é o responsável por efetuar o cálculo estático sobre a estrutura que vamos utilizar. Obtivemos um valor de lastro de 103 kg/módulos, por isso optámos por bordas de betão de 60 kgs. No momento da colocação, iremos colocar peças de borrachas debaixo de cada uma das bordas, para não danificar a cobertura.

Uma vez elaborado o projeto e o planeamento do mesmo, é o momento de realizar o pedido de material elétrico (proteções, cabeamento e caixas), material de proteção (EPIS), material fotovoltaico (painéis e inversores) e material mecânico (estrutura, contrapesos) ao nosso armazém de Torrejón. Planeamos um dia e um horário concreto para a receção do material, para que possamos maximizar o tempo e organizá-lo de forma mais eficaz.

Quando recebemos os materiais, levamo-los à área de armazenamento para mais tarde usá-los de acordo com as nossas necessidades. É muito importante não esquecer de sinalizar corretamente a área de armazenamento para evitar possíveis acidentes.

E assim concluímos a nossa primeira entrada no diário que queremos realizar sobre a instalação deste projeto. Nas próximas semanas publicaremos mais vídeos e artigos onde contaremos os nossos avanços.

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